12 fevereiro 2017

Convivência

Acho que a coisa mais difícil da vida é conviver com as pessoas.
Melhor ainda aceitar o outro. Mas para conviver em paz  é preciso aceitar o próximo. É preciso respeito. Não é preciso concordar sempre e dizer amém para tudo. Isso é um exercício diário. 
Respeito seu jeito, mas nem sempre aceito o que faz. E ai entra a empatia. Não necessito ser simpática, mas preciso sentir empatia para poder entender seu ponto de vista diante da vida e assim aceitá-lo como é. 
Tenho poucos amigos. Amigos na plena concepção da palavra, são raros na minha vida. Mas são com certeza pessoas com as quais não tenho dúvidas quanto a confiar. E essas pessoas ganharam o "status" de amigo por serem muito verdadeiras comigo. Dizerem as coisas sem frescuras, sem adulações.
Respeito e considero profundamente as pessoas que me tratam da mesma forma, independente de seus problemas pessoais. Não tenho muita tolerância com gente que desconta nos outros suas mazelas. Ou que se ofendem pela opinião alheia. Não quer dizer que eu esteja sempre radiante como o sol. Há momentos em que estou de mau humor, triste ou preocupada. Até dará para perceber pelo meu semblante, mas jamais a destratarei por isso. 
E nem destratarei ninguém por suposições. Talvez alguém até seja rude.  Ou cínico ou grosseiro. Sei lá. Mas até eu ter certeza que é algo direcionada propositalmente a mim e por minha causa, vou fingir que não me afeta. E se eu for a causadora disso, poderemos sentar conversar, esclarecer e a amizade continua.
Odeio aquela estória: "Se você não sabe o que fez, eu é que não vou contar". Absurdo!!!
Há muito tempo deixei de "mimimis". Sou sincera, solidária, presente.  Já fui o tipo "sem filtro". O que vinha na cabeça dizia. Doa a quem doer. As vezes, minha língua esquece de puxar o freio e ... Lá vai!!! Disse algo impensado. 
E definitivamente não sou sociável. Sabe o tipo arroz de festa?? Fui assim na minha adolescência. Hoje não gosto de lugares barulhentos onde não se possa ter uma boa conversa. Não vejo mais sentindo quando um bando de gente se junta e fica no meio de um som altissimo e quando precisam dizer algo, precisam gritar desesperadamente. Prefiro meu canto.
Gosto de pessoas e procuro cultivar minhas amizades. E são bem vindo em minha casa. Mas se vejo que a reciprocidade não é a mesma, então pra mim não serve mais.
Muita gente me julga esnobe. Fazer o quê!!

29 janeiro 2017

SER EDUCADO VEM DE BERÇO???

Dizem que educação vem de berço. Não concordo. Mesmo pessoas que vieram de lares violentos e desestruturados são capazes de se tornarem pessoas gentis. Pessoas que não tiveram acesso a cultura ou escola também são capazes de se tornarem pessoas sábias e educadas. Se assim o quiserem.
Hoje em dia os caminhos são muitos e mais acessíveis para todos. 
Fico indignada quando vejo alguém justificando o comportamento errático  de alguém, usando a tv ou mídia, como gostam de dizer hoje em dia, ou a classe social como desculpa. 
A única desculpa aceitável é a preguiça.
Engraçado como jamais se vê alguém comentar que fulano aprendeu a se expressar melhor, se comportar a mesa, dizer por favor, obrigada ou respeitar os direitos do próximo, inspirado no personagem de uma  novela. 
Conheci uma grande mulher, para qual tive a honra de trabalhar por dois anos como secretária. Uma empresária de sucesso em Alphaville-SP. E além de ser bem sucedida profissionalmente, financeiramente, era a criatura mais doce e gentil que conheci. Jamais pensava duas vezes em ajudar alguém. Era contra dar esmolas. Ela procurava sempre ensinar, dar uma oportunidade. 
Ela estudou só até a 8ª série. Precisou largar os estudos para ajudar no orçamento familiar. Ela começou a trabalhar como diárista nas imobiliárias e escritórios no Centro comercial de Alphaville. Nas horas vagas ela lia. Lia o que encontrasse pela frente. Era sempre solicita e procurava fazer o seu trabalho de forma impecável. Mesmo aquilo que alguem julgava não ser necessário fazer. Ela sempre fazia o que precisava ser feito. Sempre cumprimentava a todos e agradecia por tudo.  E quando não sabia como se expressar em relação a algo procurava descobrir como fazê-lo.  As pessoas a sua volta notaram seu comportamento diferente. Algum tempo depois lhe ofereceram um cargo de recepcionista. E daí em diante o céu foi o limite. Terminou o ensino médio. E não fez faculdade. Mas fez todos os cursos possíveis e imagináveis na área de administração. E descobriu que tinha um talento nato para isso.
Claro que é muito mais fácil alguém desenvolver comportamentos vivenciados na infância, dentro do circulo familiar.  Mas todo ser humano tem a habilidade nata de aprender, buscar e se transformar.
E acredito que o ser humano tem dentro de si a exata noção do que é bom ou ruim. Mas as vezes ele precisa ser ruim, grosseiro e egoísta para ter a falsa sensação de superioridade. É mais fácil do que adquirir bons motivos para ser superior. E isso, mesmo que ele tenha vindo de uma familia carinhosa, educada e feliz. 
Exemplos bons estão espalhados por toda a parte. Assim como os ruins. Cabe a cada um escolher e ir buscar.  


23 janeiro 2017

Datas Comemorativas




Eu amo dar presentes. 
E não preciso de data comemorativa para dar presente. As vezes saio para comprar algo para mim e vejo alguma coisa que me lembra alguém que gosto, se eu puder levo na hora. As pessoas costumam ficar surpresas. Talvez por não se julgarem merecedoras ou de que eu fosse capaz de lembrar delas.
Já passei muito tempo achando que datas comemorativas eram uma invenção do comercio para aumentar vendas. Pode até ser. Mas na vida corrida que costumamos levar, pode ser uma ótima oportunidade para nos concentrar em sentimentos honestos e alegrar o dia de alguém especial para nós. 

Dentre tantas datas comemorativas, uma jamais deve passar em branco: Aniversários. Seja de que for. Nascimento, namoro, casamento., etc. Essa data em particular deve ser comemorada.  Por que nos lembra quando algo especial começou.  E se continua especial, devemos celebrar. 
E não precisa de mega eventos, não! Aliás, suspeito muito de mega-eventos. Tudo o que precisamos é de boa vontade e um pouquinho de criatividade
Não precisa ser necessariamente um PRE-SEEEN-TE!!! Pode ser uma lembrancinha. Uma carta /cartão escrita com sinceridade. Algo feito com suas próprias mãos. Tendo habilidade ou não. Uma rosa se não puder comprar um buquê. Um momento a sós. Há tantas maneiras de celebrarmos momentos especiais com pessoas especiais.
O que não podemos nunca é dizer que não deu! Isso é muito cômodo e demostra desinteresse.
Sempre digo: Quando há vontade, há um caminho. 
Ano passado três amigas distantes me enviaram presentes. Pelo simples fato de que se lembraram de mim. Nem preciso dizer que fiquei super emocionada. Sem falar, que no meu aniversário, em plena era digital, recebi cartões. Isso definitivamente é o supra-sumo do carinho.
O importante é a pessoa sentir que o outro PAROU E PENSOU nela. 

17 janeiro 2017

PAIS & FILHOS

Quando os pais irão aprender que impor sua vontade aos filhos só faz com que eles ajam exatamente ao contrário?
Deveríamos criar os filhos para o mundo. Não para nos servir e obedecer cegamente. Por causa desse tipo de atitude, tive muitos problemas com minha mãe. Tudo era julgamento e as coisas eram sempre determinadas pelo ponto de vista mais negativo possível. Sem falar nas agressões físicas caso agisse por conta própria.
Não sou o tipo de mãe que aceita tudo assim, de pronto. Quero ouvir e dou minha opinião. Procuro mostrar os prós e os contras de determinada situação e os deixo tomar suas próprias decisões Mas também deixo bem claro, que quaisquer que sejam as escolhas, terão que arcar com as consequências. Até o fim.
Claro, que tem coisas que não deixo minha filha de 12 anos, por exemplo, fazer sozinha de jeito nenhum. Como visitar amigos, cujas famílias não conheço ou que não tenham boa índole. Ver programas de tv que julgo obsceno; não sair sozinha; pintar o cabelo de azul. Rosa pode.
Mas jamais vou proibir meu filhos de escutar determinada música, ou ler determinado livro. Até por que, dentro dos padrões em que foram criados, não posso esperar que gostem de coisas vulgares. Tá, eles até tem os seus momentos de "zuação" como chamam. Então, até por isso, levo no bom humor esses deslizes.
Mas vejo pais, impondo a seus filhos suas próprias opiniões e conceitos e até os chantageando emocionalmente, caso esses mesmos venham a manifestarem pensamentos e atitudes próprias.
Não vejo nada demais que meu filho de 19 anos vá a um show. Faça uma tatuagem. Ou que durma fora na casa de amigos. Não vou ficar criticando o tipo de gente que ele encontrará lá. Não fico julgando os amigos dele. Conheço a maioria. Inclusive, deixo que os receba em nossa casa. Adoro quando estão reunidos aqui. Quero que fiquem a vontade.
Lógico, menos quando estão falando alto e atrapalhando meu sono. 😊
Uma atitude autoritária por parte dos pais, fazem com que os filhos se afastem. Gera raiva e revolta.
Afinal, se os pais tem certeza da educação que deram, não tem por que temer que seus filhos só façam coisas ruins.
E a melhor coisa que podem fazer é elogiar sempre que possível, e os orientar sem gritos e imposições. Procurar conhecer suas vidas, seus gostos. Ouvi-los. Compartilhar momentos com atividades que agradem a todos. Tanto quando pais, devemos ser amigos de nossos filhos.
Pra começar, somos únicos como seres humanos. Vivemos em épocas diferentes. Por que proibir nosso filhos de viver. Nosso papel é orientá-los, guiá-los. Não prendê-los em gaiolas para que não se machuquem ou nos decepcione.

Se não deixarmos nosso filhos fazer nada. NADA lhes acontecerá. (Procurando Nemo)

15 janeiro 2017

Um Conselho De Stephen Hawking Para Quem Se Sente Deprimido E Desanimado Com A Vida

Stephen Hawking, mundialmente famoso por seus insights fantásticos sobre o universo, fez um comentário após uma palestra especialmente destinada a quem sofre de depressão. Após falar sobre buracos negros, ele comparou a depressão aos mesmos, apontando que não importa o quanto são escuros, não é impossível escapar deles.

“A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são tão negros quanto parecem. Eles não são as prisões eternas que pensávamos. E se não existe um “horizonte de eventos”, não há buracos negros, se considerarmos que eles funcionam como locais dos quais a luz não pode escapar para o infinito.

As coisas conseguem escapar para fora de buracos negros e possivelmente para outro universo. Então, se você se sentir dentro de um buraco negro, não desista – há uma saída. Eu acho que as pessoas têm o direito de encerrar a própria vida, se quiserem. Mas eu acho que seria um grande erro. Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança.

Eu não tenho muita coisa boa para dizer da minha doença, mas ela me ensinou a não ter pena de mim mesmo e a seguir em frente com o que eu ainda pudesse fazer. Estou mais feliz hoje do que quando era saudável. Tenho a sorte de trabalhar com Física teórica, uma das poucas áreas em que a minha deficiência não atrapalha muito.

Quando minha doença foi diagnosticada, nem eu nem meus médicos esperavam que eu viveria mais 45 anos. Acho que meu trabalho científico me ajudou a seguir adiante. Na primeira hora, eu fiquei deprimido. Mas a doença avançou mais devagar do que eu esperava. Comecei a aproveitar a vida sem olhar para trás. Minha doença raramente atrapalhou meu trabalho. Isso porque tive sorte de encontrar a Física teórica, uma profissão em que minha doença quase não atrapalha. Faço meu trabalho dentro da minha cabeça. Na maioria das profissões, teria sido muito difícil.



Medo de morrer eu não sinto, mas também não tenho pressa. Tem muita coisa que eu quero fazer antes. Todos nós vivemos com a perspectiva de morrer no fim. Comigo é exatamente igual, a diferença é que eu esperava a morte bem mais cedo. Mas ainda estou aqui”. Stephen Hawking

[Perante as doenças é preciso reavaliar nossos dias. Perante doenças físicas e a nossa saúde mental é necessário refletir: o que ela está buscando me ensinar? Paciência? Persistência? Humildade?

O tronco sofre os golpes do machado para que, derrubado, se torne nova utilidade. A montanha de granito padece a dinamitação, a fim de que se abram veredas para o progresso.

A árvore enfrenta a poda, de modo a exuberar de flores e frutos, na ocasião oportuna. Os grãos passam pela trituração e participam, com isso, da alegria da mesa farta. O bloco de pedra suporta a ação do buril e do cinzel para que liberte a obra de arte que o artista projeta. O violino resiste à distensão de suas cordas, de forma a permitir que o som harmonioso embalsame o ambiente com musicalidade].

Trecho da palestra que Stephen Hawking concedeu para 400 pessoas no Royal Institute em Londres. Sua filha fez questão de destacar o quanto o pai estava bem no lado emocional e intelectual. “Ele tem um desejo invejável de continuar e a capacidade de usar toda sua reserva, sua energia e foco mental em direção ao seu objetivo de prosseguir. Não só para sobreviver, mas transcender isso, produzindo um trabalho extraordinário – escrevendo livros, dando palestras, e inspirando outras pessoas com doenças neurodegenerativa e outras doenças incapacitantes”. (Fonte IFLScience – Adaptação Portal Raízes. Você pode ouvir a palestra no original BBC Radio 4)

07 janeiro 2017

Há Seres Humanos e Seres...


Estão vendo essa coisa linda aí? Ela é a Nina. Minha Nina. Minha mais nova filhota.

Estava eu voltando do trabalho semana passada de bicicleta e resolvi parar para descansar um pouco para caminhar. Enquanto esperava para atravessar a rua, pois vinha vindo um veículo em alta velocidade, me distrai um pouco olhando as redondezas. 
De repente me senti atingida por alguma coisa pesada. Cai. Ainda bem que foi no gramado próximo à calçada. Vieram umas pessoas me ajudar a levantar. Enquanto me situava do ocorrido, alguém me chamou a atenção para o que havia me atingido. Alguma coisa grunhia dentro de um saco de lixo. A príncipio até achei que fosse um bebê.
Sim, era um bebê. Esse bebezinho. 
Umas das moças que me ajudaram, contou que o carro que passou por mim foi quem jogara o cãozinho. 
Fiquei indignada e imediatamente fui ajudar a libertá-lo. Aquelas pessoas que me ajudar não podiam ficar com ela. Apesar de lamentar o seu destino, ninguém a queria. Então eu decidi adotá-la. 
Apesar de já ter um cão de porte grande, o Boris...
e um gato, o Toddy...
Resolvi que ela seria minha filha. Não iria deixá-la abandonada na rua, como tantos cães que vejo todos os dias ao sair de casa e tudo que fazia era lamentar sua sorte.
Por ela faria algo concreto. E fiz. Arrumei uma sacola e a carreguei para casa na minha bicicleta, Correndo o risco de encarar a ira do meu marido por ter mais um animal para cuidar.
Mesmo sacolejante, ela aguentou firme.
E apesar dos protestos do meu marido e a ajuda do meu filho, fiquei com ela.
Ficamos!! Pois apesar dela ser bem sapequinha, afinal é um bebe descobrindo o mundo, é adorável. 
Todos já a amam.
Inclusive os dois irmãos de quatro patas. Apesar de não terem muita paciência com a energia dela.




01 janeiro 2017

E É ANO NOVO!!

 E ele chegou. 2017 é uma realidade.
Primeiro quero dizer que sou imensamente grata ao ano de 2016. Não foi um ano excepcionalmente bom. Mas não foi trágico. Foi um ano de muita luta. Muita mesmo. Muito trabalho e superações.
Consegui trabalhar meu eu interior. Muito mais que o exterior. :)
Com  dificuldades consegui, claro que não sozinha, manter nossa familia. Quando digo manter digo manter financeiramente mesmo.
Graças ao meu trabalho, na maioria das vezes, consegui manter o teto sob nossas cabeças e colocar o pão de cada dia em nossa mesa.
Consegui as "duras penas" manter meu casamento. Ter um marido desempregado em casa, já constitui por si só um mega desafio. Há tantas coisas que isso implica, que eu mereceria uma canonização.
Mas em vez disso o que recebi no primeiro dia do ano foi mais uma acusação de que sou responsável pelo fracasso dele.
E isso é o desafio que perdurará para 2017. Mas, ainda não sei se estou disposta a lutar essa batalha.
Não acho que amor seja o bastante para manter um casal juntos.
Ainda mais, quando uma das partes só cobra, exige, acusa e se isenta de quaisquer responsabilidade, diante de situações criadas por ela mesma.
Sou grata ainda  a 2016 por meus filhos. Não são perfeitos. Mas tem bom caráter e conseguiram se sair bem nos estudos.
Minha bonequinha de 12 anos está indo para o sétimo ano ou 6ª série antiga ainda me perco nesse novo sistema não tão novo assim. Meu filho de 19 anos se formou no colégio técnico em Designer Gráfico e já trabalha há um ano na área.
Bem, nesse 2017, tudo que almejo é saúde para mim e minha família, em primeiro lugar. Segundo, viver em paz com meu marido desde que EU decida lutar pelo nosso casamento e se assim não for, conviver em paz do mesmo jeito. Terceiro,  perseverança e um sorriso no rosto para todo o resto.

Feliz ano novo a todos.

Vou tentar manter meu blog mais atualizado. Estou estudando uma nova maneira de apresentar ele. Sei lá, gostaria de falar mais de mim. Da minha vida.

07 novembro 2016

Sejamos gratos às pessoas difíceis que são exemplos de tudo que não devemos ser


Marcel Camargo - 22 out, 2016

Conviver requer calma, paciência e tolerância, para que possamos fortalecer nossas convicções cada vez mais, aprendendo as lições da vida, nesse caso, aprendendo a nos tornarmos pessoas que sejam o oposto daquelas que tanto nos desagradam.

Infelizmente, nem sempre estaremos bem acompanhados, pois, aonde quer que estejamos, haverá todo tipo de pessoas, inclusive as mais desagradáveis. Eis um dos preços a pagarmos por viver em sociedade, eis uma das razões de nossa necessidade de aprender sempre, onde e com quem estivermos. Tudo pode ser útil, tudo é aprendizado.

Cada um de nós possui a própria visão de mundo, valores, gostos, estilo, cada qual com sua história de vida, cada um tendo caminhado com passadas únicas, experiências peculiares. Sentimentos não são iguais de pessoa para pessoa, tampouco pensamentos. As bagagens diferem entre as pessoas, bem como os pesos são sentidos de acordo com o que cada um possui dentro de si.

Por essa razão é que nos damos bem com algumas pessoas e nem tanto com outras, ou, ainda, não conseguimos nem ficar perto de algumas delas. Alguns indivíduos realmente parecem ter o dom de irritar, de trazer discórdia, pesando qualquer ambiente em que estiverem. Vivem de contrariar, de ironizar, de dizer coisas desagradáveis, escolhendo os momentos mais inapropriados para isso.

Vale, nesses momentos, percebermos se nossa antipatia provém das opiniões do outro, em razão de serem contrárias às nossas. Ultimamente, há um nível por demais exagerado de intolerância em relação a quem pensa diferente. Não sejamos nós os intolerantes de plantão, que não suportam ter que confrontar um ponto de vista diferente, afinal, o confronto com o que foge ao nosso conforto muitas vezes se faz necessário.

Uma vez que não poderemos fugir aos encontros com pessoas difíceis, cabe-nos ao menos respeitá-las, mesmo que isso implique ignorarmos sua presença, afastando-nos delas. Conviver requer calma, paciência e tolerância, para que possamos fortalecer nossas convicções cada vez mais, aprendendo as lições da vida, nesse caso, aprendendo a nos tornarmos pessoas que sejam o oposto daquelas que tanto nos desagradam. Como se disse, tudo serve de lição, só não aprende quem não quiser.

16 agosto 2016

Amor Por Preto & Branco












Fé Na Luta - Gabriel Pensador

Hoje eu vim pra te mostrar
Que o bem é mais forte que o mal
Que o sim é mais forte que o não
Em tudo nessa vida
Vim te dizer que tem vitória no final
Pode acreditar que sim
E duvidar de quem duvida

Pra te mostrar que o bem é mais forte que o mal
Que o sim é mais forte que o não
Em tudo nessa vida
E só pra te ver com a vitória no final
Pode crer que sim
E duvidar de quem duvida
De quem duvida

Hoje eu me vi sorridente
Escovando os dentes na frente do espelho
E a minha imagem me disse hoje é dia de luta
Escuta o conselho
Entra com foco no ringue
Não perde o suingue, protege a cabeça
Guarda o que é bom no seu peito
E o que for ruim ou suspeito, esqueça
Pensa no tempo, não esquece do tempo
Não há tesouro maior
Lembra dos outros, não esquece dos outros
Tem muita vida ao redor
Leva o amor onde for
Espaireça amor da maneira mais pura
Fala a verdade porque ela é chave
Que abre qualquer fechadura
Tira a armadura pra dar um abraço
Naqueles que querem o seu bem
Fala o que pensa, evita a ofensa
E aceita as palavras que vem
Olha a paisagem, aproveita a viagem
Que um dia a viagem termina
Minha imagem no espelho já sabe
Que não sabe nada e por isso me ensina

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta

Não tenho outra saída a não ser a da coragem
Levanta e vai a luta sempre escuta essa mensagem
Meu rosto no espelho
Meu filho, minha mãe, meu pai
E todos que me amam me dizem "levanta e vai"
Se todo mundo cai eu também caí um dia
Eu chorava e não entendia
Porque um estranho sorria
E a sua mão ele estendia pra me levantar do chão
Me fazendo acreditar
Que o sim é mais forte que o não
E que pra toda ferida tem uma cicatrização
Dividindo o seu sorriso como se divide um pão
Esse estranho me ensinou
Que todo estranho é um irmão
Hoje eu sei que dividindo eu faço a multiplicação
Em qualquer situação eu sempre chego pra somar
Se quiser somar vem junto
Se não for pra somar, some
Eu sorrir pra te mostrar
Que o sim é mais forte que o não
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta

Tenho a mente livre e a paz no coração
Garra pra seguir em frente com disposição
Guarda fechada, muito ódio a traição
Base preparada pra buscar superação
O certo é o certo, o errado é errado
Nem esculachar, nem ser esculachado
Meu papo é bem reto não mando recado
Respeito pra ser respeitado
Fora do ringue lutar pela paz
Pelos meus sonhos, meus ideais
Planto amizade, colho esperança
O verdadeiro guerreiro não cansa
Quem tem caráter e honra (dos nossos)
Positividade e atitude (dos nossos)
Covardia nunca, humildade
Ser o que eu quero, o que eu quero eu posso

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta

O bem mais forte que o mal

29 julho 2016

Texto de Laély Fonseca - Blog Sala de La



Não sou de olhar pra trás mas, nesse caso, uma análise retrospectiva torna-se necessária, imperativa. Não, que já tenha me resolvido, que me sinta imune à quedas, que considere todas as crises, internas e externas superadas. Simples constatação: sobrevivi. Contrariando todo ceticismo: meu e dos outros!

Nesse período sofrido, dolorido, o que mais ouvi: "Vai passar! O tempo cura."

Só agora, começo a acreditar nisso. Mas o tempo não se encarrega de tudo, não se iluda. O tempo é caprichoso. Pode ser que, como naquela música, você esteja contando as horas, mas o relógio, de mal, não lhe responda como queira. 
Não sente e espere por "solução Tabajara", tipo: "Seus problemas acabaram!"
Tem de querer melhorar. Tem de agir. Tem de se esforçar pra isso. Tem de ser proativo. Tem de buscar ajuda, aonde e, em quem possa encontrar. 
E, tem de ter paciência, sim. Paciência e sabedoria pra discernir que, certas coisas só o tempo ou, nem ele resolve. Perdeu. Aceite. Faz parte do jogo. 
Outro dia conversava com alguém, que muito considero. Mais ouvi, do que falei. Também, como eu, atravessa um período difícil. À certa altura ele me disse: 
"Sabe? Errar nos ensina a compaixão. Os 'perfeitos', às vezes se transformam em tiranos insensíveis. Não perdoam. Só julgam e condenam."
Não dá pra mudar os outros. Mude a si mesmo, como aconselhou Gandhi. Promova a mudança, começando por dentro. 
Mudança é movimento. Ação. Transferir de lugar. Fazer de outro jeito. Um jeito que ninguém tenha feito, antes. Arrisque. Talvez não tenha mais o que perder.
"A perda rouba um pouco da nossa prepotência, nos humaniza, nos faz perceber que perder é ingrediente essencial da vida, sim, e que isso não é o fim do mundo.

Do Leandro Karnal

Quando eu detesto um prato, não o como. Quando uma pessoa me irrita, eu a evito. Quando abomino um estilo musical, eu não escuto. Quando um jornalista, professor ou outro qualquer escreve de forma que me desagrada ou nada me acrescenta, eu evito ler, pois não tenho prazer em sentir raiva. Parece que não é assim para todo mundo. Diariamente alguém me escreve dizendo que me odeia e que me lê todos os dias. Há pouco um jovem disse que acorda cedo só para ler o que escrevo e depois me atacar nas redes. Eu nunca lerei e ele me lê diariamente. Sei: o ódio é um lugar quentinho... Queria aconselhar todos a seguirem suas vidas, amarem, trabalharem etc. Que tenham amigos e que busquem pessoas agradáveis ao seu universo. A vida é curta. Aproveitem. Há mais densidade nas Confissões de Agostinho do que em um milhão de posts, meus ou de qualquer pessoa. No máximo, use dicas sobre grandes autores que eu e outros damos. Forme sua opinião. Porém, o mundo é indiferente a nossa opinião e quando morrermos, tudo terá sido poeira e vento. Restarão Shakespeare, Dante, Clarice e outros. Antes do fim , vivam. Amem. O ódio é lugar quentinho, mas estéril. Ninguém pode lhe dizer como pensar, mas, acima de tudo, ninguém deveria usá-lo para odiar. Afastem-se do ódio: ele denuncia apenas sua dor e seu medo. Aproximem-se do conhecimento.

22 abril 2016

Vivemos tempos perigosos. Gente "religiosa" incitando violência e defendendo bandido.
TODOS os bons princípios estão invertido. Tudo que existe de pior é defendido com garra. E tudo de mais triste é banalizado e ignorado. 
Eu tenho uma simpatia muito grande pela regra máxima que é a Lei do Retorno. Alias, é o caminho que procuro seguir: Tenho trabalhado para ser o melhor possível. Mais íntegra, honesta, oferecer o melhor de mim, superar minhas desvirtudes e principalmente ter empatia com todos e inclusive vigiar meus pensamentos. E nos últimos tempo lutando muito para não emitir todas as opiniões. Mas me esforçando para omití-las ao máximo. Ainda chego lá. Mas de vez em quando ainda surto. Afinal não quero ser Santa. Mas também se não puder oferecer algo de bom ao pedaço de mundo a que pertenço, então qual o sentido da vida?
Não nutro mais expectativas a respeito de ninguém, mas ainda exijo perfeição de mim. Muitas vezes sem êxito, é claro.
E aprendi acima de tudo a jamais esperar reciprocidade. Nem do céu. Afinal tudo isso não passa de minha obrigação.
Por que preciso ensinar a meus filhos que há um mundo maravilhoso com coisas pelas quais vale a pena viver.


12 março 2016


Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para encontrar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Nao tendo encontrado a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. A carta dizia : “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”.
Durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina outras cartas , que narravam as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.
Anos depois, a garota encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.

O bilhete dizia:
“Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

Franz Kafka e a Boneca Viajante

09 março 2016

Inspirações: Dia da Mulher.

Inspirações: Dia da Mulher.: Quem dera não precisasse existir o dia da mulher. Em pleno século 21, ainda existe muito preconceito, muito abuso e muito desrespeito em...

Dia da Mulher.

Quem dera não precisasse existir o dia da mulher.
Em pleno século 21, ainda existe muito preconceito, muito abuso e muito desrespeito em relação as mulheres.
Quero respeito e direitos iguais aos dos homens. Não quero de jeito nenhum ser um homem ou ser tratada como um homem.
É o que tenho visto muito por ai. Mulheres que tem um ataque se um homem lhes oferece qualquer tipo de gentileza.
Foi o que presenciei ontem. Estava chegando ao banco e um homem, deu uma corridinha e abriu a porta para mim. Ele permaneceu segurando a porta para a mulher que vinha atrás entrar e  a ouvi dizer que era perfeitamente capaz de abrir a porta sozinha.
Esse tipo de coisa acho inadmissível.
Eu gosto muito de receber gentilezas masculinas. Ainda quero sim que puxe a cadeira para eu sentar em um restaurante, que abram a porta do carro,  ou outra porta qualquer  para que eu passe. Aceito sim se alguém do sexo masculino me vê com problemas na rua e oferece ajuda. E gosto muito quando recebo cantadas de bom gosto.
E isso não me torna incapaz. Sei que sou capaz de abrir minhas próprias portas e pagar minhas contas, mas faz parte da minha condição feminina ser paparicada e gostar disso.
Quem diz o contrário, sinto muito se me acharão machista as "feminazis" de plantão, mas acho que são mulheres que jamais foram bem tratadas pelo homens. Ai elas se projetam naquilo que odeiam.
E não são só os homens que são machistas. As mulheres podem ser terríveis nesse aspecto, Quantas vezes, amigas me perguntaram se eu era SÓ dona de casa e me olharam horrorizadas quando confessei (de forma temerosa, devo dizer) que adorava serviços domésticos.
Quero ter o direito de usar short curto, blusa decotada,  sem ser taxada de vagabunda, sentar em uma lanchonete sem ninguém me perturbar, me recusar a dançar se não tiver vontade, não lavar a louça se não quiser após o jantar, a não ser mãe, a não casar, viajar sozinha, tomar um chopp com as amigas após o trabalho,  não me depilar (embora eu, particularmente ache isso nojento), usar cabelo curto, não querer dirigir um carro e dizer não pra sexo se não tiver a fim.
Sei que sou forte e capaz de muitas coisas tidas como masculinas. O  que quero é ter a liberdade de escolha, e fazer o que quiser, pelo simples fato de eu querer.  E ser respeitada assim mesmo. E não para agredir ou me vingar do sexo oposto e nem agradar as mulheres que pensam diferente de mim.

05 março 2016

Há pobreza e pobreza

Hoje, na volta do trabalho, parei a sombra de uma árvore para atender o celular. Algum tempo depois, sai de uma casa do outro lado da rua, um garoto de seus 10 anos com um violão quebrado na mão. Ele arremessa e joga perto da onde estou. Interrompo o telefonema e lhe pergunto se aquilo é lixo. Ele diz que sim e eu lhe pergunto por que não jogou no cesto de lixo para o caminhão levar. Ele me olha e responde que tanto faz. Dá de ombros e entra em sua casa. Fico eu lá toda indignada. Continuo falando ao telefone. De repente sai um homem no portão e fica me encarando com as mãos na cintura. Percebo logo que ele quer discutir. Saio andando e falando fingindo que nem o notei, mas ainda a tempo de ouvi-lo me mandar tomar conta da minha vida.
Nesse lugar onde parei é uma avenida, de casa simples. Algumas nem tanto. Casa de um lado e do outro uma área verde amplamente arborizada, com playground e academia para a terceira idade. E além de tudo isso, lixo! Muito lixo. Os moradores jogam de tudo e mais um pouco no gramado. De móveis a roupas e restos de materiais de construção. Eles vivem assim, no meio do lixo. E tem caminhão de coleta que passa duas vezes por semana.
É esse o povo que predomina no BRasil. Que confunde pobreza com falta de educação. Que confunde ter educação com esnobismo. Aliás, pobreza por aqui só de espirito mesmo. Pois na grande maioria das casa tem um bom carro na caragem.
O único lugar digno é já no final da avenida,um pedaço do ultimo quarteirão, onde um dos moradores fez um belo jardim do outro lado da rua. Apara, ele mesmo a grama e planta vários tipos de flores. Colocou até um banco de madeira embaixo das árvores. Até os "nóias" do lugar respeitam o que ele fez. Não fazem ponto lá.
Quando o senhor Lula diz que a classe média não quer ver o pobre no mesmo restaurante que eles ou sentado na poltrona de avião ao lado é por causa disso. Não adianta nada a pessoas conquistar bens materiais e não tentar adquirir um pouco de educação. Senso de como se portar nos lugares.
Ele esquece de mencionar o tipo de pobre. Pobre financeiramente, com certeza não irá a restaurantes e nem viajará de avião. Agora pobre de espirito e de humildade desse EU quero distancia.

APRENDENDO SEMPRE

"Aprendi que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos; Que o amor, sozinho, nao tem a forca que imaginei; Que ouvi aos outros é o melhor remedio e o pior veneno; Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos a vida inteira pra conhecer a nos mesmos; Que confianca nao é questao de luxo, e sim de sobrevivencia; Que os poucos amigos que te apoiam na queda, sao muito mais forte do que os que te empurram; Que o nunca mais, nunca se cumpre; Que o para sempre, sempre acaba; Que minha familia com mil diferencas, esta sempre aqui quando preciso; Que ainda nao inventaram nada melhor do que colo de mae desde que o mundo é mundo; Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo; Que vou cair e levantar milhoes de vezes... e ainda nao vou ter aprendido tudo!! É, a vida é assim!!! A verdade é que todo mundo vai te machucar, vc so tem que decidir por quem vale apena lutar...

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